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Temática indígena
 

Projeto Calendário Social no Cotidiano Escolar: Formação Histórico Cultural Brasileira apresentou evento sobre a temática indígena

IMG-20170428-WA0037No dia 27 de abril, foram desenvolvidas atividades com o objetivo de debater a identidade indígena. As atividades foram organizadas pela equipe que integra o Projeto Calendário Social no Cotidiano Escolar: Formação Histórico Cultural Brasileira, em parceria com a Superintendência Regional de Ensino de Poços de Caldas. 

A palestra de abertura intitulada “A identidade indígena em questão no contexto do Povo Xucuru Kariri, Caldas-MG”, proferida pela pedagoga Beatriz Sales da Silva abordou a importância da conscientização sobre a atual realidade vivida pelo povo indígena e a discriminação de sua cultura. De acordo com Beatriz, “desde as séries iniciais é comum se tratar do tema como um fato passado e sem se relatar que o Brasil não foi descoberto por portugueses, mas sim tomado por eles. Os preconceitos enfrentados pelos índios e a necessidade de deixar de serem vistos singularmente e que sejam reconhecidos como um povo que se encontra hoje em diversas partes do país falando diversas línguas e dialetos, e não podemos deixar de mencionar o quanto muitos deles já sofreram para conseguir manter vivas suas tradições.”

Logo após a palestra, os estudiosos da causa indígena: Alexandre Andrade, Professor do Curso de Geografia do IFSULDEMINAS – Campus Poços de Caldas; Édna Ramos, ativista da causa indígena; Jânio do Nascimento, representante do povo Xucuru Kariri; Lilian Fernandes, oceanógrafa e educadora ambiental e Rosimar Carvalho, Superintendente Regional de Ensino de Poços de Caldas realizaram uma roda de conversa, na qual abordaram os temas relacionados a forma como os índios foram expulsos de suas terras, a importância dada pelo povo indígena à terra e ao contato com a natureza e a luta por demarcação, respeito e pelo reconhecimento cultural.5_1

O Professor Alexandre relatou como aconteceu o seu primeiro contato com o povo indígena Xucuru Kariri: “Em 2001, após um deslocamento que se iniciou em Alagoas, passou pelo sertão baiano e pela área urbana de São Gotardo (MG), um grupo de Xucuru Kariri chegou em nossa região, para o espaço rural de Caldas. Diferentemente dos líderes cruelmente assassinados em Alagoas recentemente, os Xucuru Kariri alcançaram sua nova terra, que tive o prazer de conhecer em 2015, e adquirir lindos artesanatos produzidos por artistas da aldeia. Li alguns trabalhos científicos sobre a aldeia, e tive o prazer de colaborar na realização de um trabalho de alunos da primeira turma do nosso jovem curso de Geografia. Espero que tenha sido o primeiro de vários a serem desenvolvidos em nosso curso, e acima de tudo que esta população seja muito feliz e realizada em nossa região, assim como todos os povos indígenas e populações tradicionais no Brasil e no mundo.” E ainda destacou a pertinência do evento, “como forma de trazer temáticas diversas para serem abordadas junto a nossos alunos e servidores, e especialmente porque estas refletem as diversidades existentes em nossa sociedade. Neste contexto, as presenças dos Xucuru Kariri e de pessoas que pesquisam e/ou militam a respeito das questões indígenas em muito colaboraram para a qualidade do evento, que certamente agregaram conhecimentos e "novas visões" a todos os presentes.

A fim de promover a interação dos participantes com os elementos da cultura indígena, montou-se uma exposição de painéis fotográficos que retratam o cotidiano da tribo. Os painéis integram o acervo da Superintendência Regional de Ensino de Poços de Caldas.

2_1O encerramento do evento contou com a apresentação da dança típica “Tore” e exposição dos objetos artesanais confeccionados pelos indígenas.

Fábio de Ávila, um dos organizadores do evento, mencionou a mudança de atitude para a busca de uma sociedade mais igualitária: "Pudemos conhecer de perto uma cultura que é raiz e que se sustenta em chão que de arenoso se solidifica em cada oportunidade em que eles podem mostra-se em sua essência. Acredito que a desconstrução de paradigmas, as mudanças atitudinais são geradas no dia a dia e esta é a motivação para acreditar que é possível um sociedade mais justa ser gerada de nossas construções e consensos coletivos cotidianos. Como frisou bastante a Professora Beatriz: "conhecer para respeitar". Esta é certamente a mensagem central que tentamos solidificar em nossa comunidade escolar!"

Assista a cobertuda do evento realizada pela TV PLAN. 

Demarcação Já: filme completo.

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Fotos: Fábio de Ávila.
Ascom/IFSULDEMINAS - Campus Poços de Caldas
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19/06/2017, às 18:24