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Dia do Geógrafo é comemorado no Campus Poços de Caldas com mesa redonda sobre Espaços rurais 

IMG_2301Em comemoração ao Dia do Geógrafo, o curso de Licenciatura em Geografia do IFSULDEMINAS – Campus Poços de Caldas, promoveu no dia 29 de maio, a mesa redonda intitulada “Espaços rurais: políticas públicas, movimentos sociais e educação”, como propósito de discutir a diversidade dos espaços rurais; os movimentos sociais; a reforma agrária; a educação no campo e políticas públicas para o campo. Compuseram a mesa os servidores do campus Alexandre Carvalho de Andrade e Joyce Gotlib, professores do curso de Geografia; Andrea Margarete de Almeida Marrafon, pedagoga, e os professores convidados do IFSULDEMINAS – Campus Inconfidentes Luiz Carlos Dias Rocha, coordenador do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LECCA) e João Batista Begnami, membro da Associação Mineira das Escolas Familiares Agrícolas (AMEFA).

Joyce apresentou o trabalho “As políticas públicas fundiárias de reparação histórica em perspectiva: o caso do Quilombo de Ivaporunduva, Brasil e dos Bhangazi, África do Sul”. Segundo a professora, “a apresentação teve o objetivo de compreender a complexidade das políticas públicas que buscam, minimamente, dar conta da diversidade de dilemas que envolvem a questão agrária no Brasil e na África do Sul, procurando traçar um contraponto nos dois contextos. Sobre o motivo da escolha em pesquisar a África do Sul, ela justificou: “investigar um contexto tão distante, como a África, nos dá suporte teórico e imaginativo para compreender nossos próprios dilemas, além de fugir das comparações hegemônicas que privilegiam um olhar assimétrico sobre o espaço rural brasileiro.”

A pedagoga Andrea traçou um breve panorama sobre a educação emancipadora para as populações rurais, na qual deve ser semelhante à educação oferecida para as elites. Segundo a palestrante, “essa educação deve ser unitária, para todos. Porém, na década de 60 a escolarização da população rural era caracterizada pelo abandono, altos índices de evasão e analfabetismo. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), iniciado na década de 80, teve papel fundamental na redemocratização do país e na garantia dos direitos das populações rurais. Nessa época, o analfabetismo começou a incomodar a cidade – movimento denominado urbano centrismo. Sob forte influência norte-americana implantou-se a nucleação das escolas rurais.”

De acordo com João Batista, o regime de alternância surgiu para fortalecer a educação no campo e manter os estudantes na escola, “como proposta originária das lutas dos movimentos socais propõe a auto-organização como princípio educativo. Também a Pedagogia da Alternância propõe a vida de grupo, o ambiente favorável à aprendizagem, ou seja, a auto-organização, como um de seus mediadores, que devem interagir para potencializar o processo formativo numa perspectiva transformadora das pessoas e de seu meio.”IMG_2324

O coordenador do curso de Licenciatura em Educação do Campo – área Ciências Agrárias, do IFSULDEMINAS – Campus Inconfidentes, Luiz Carlos relatou a experiência do regime de alternância: “trata-se de um curso de licenciatura para educadores/as, priorizando os que ainda não possuem formação superior, para atuarem como docentes e agentes do desenvolvimento sustentável e solidário da Agricultura Familiar, que funciona no regime de alternância dividido em sessão escolar, oferecido no Campus Inconfidentes e as estadias socioprofissionais, oferecidas no ambiente/comunidade de cada estudante.” No que se refere a formação dos alternantes, “as aulas ocorrem em roda, onde os estudantes, advindos de várias regiões, são agentes ativos e protagonistas da própria formação, sendo respeitada a cultura diferenciada de cada um. Os docentes passaram a construir suas aulas a partir do conhecimento dos estudantes”, descreveu Luiz Carlos.

Dentre as dificuldades encontradas na implantação do curso, o Professor Luiz Carlos elencou a elaboração e aprovação do PPC, infraestrutura para funcionamento, conhecimento metodológico da Pedagogia da Alternância e a formação e os hábitos dos servidores do IFSULMINAS. “O anseio do LECCA é implantar a pedagogia da alternância em outros cursos”, afirmou o professor.

O evento contou com a presença dos alunos do II Módulo ou terceira Sessão Escolar do LECCA, Samuel Pinheiro Santos e Camila Teixeira do Carmo, moradores da região do Vale do Jequitinhonha. Para Samuel, “atuar como educador do campo sempre foi um sonho, e o LECCA promoveu minha qualificação para aplicar meus conhecimentos na EFA.” Camila reforçou a importância do LECCA ao oferecer a oportunidade de trabalhar na EFA, “como forma de permanecer no campo e manter minhas raízes. Quero destacar algumas potencialidades do curso como a convivência em grupo, amizade fortalecida e convivência harmônica.”

“O momento de reflexão proposto teve o objetivo de enfatizar, congregar a diversidade de conhecimento, e que a partir das experiências expostas possamos promover mudanças em relação à educação no campo”, afirmou Alexandre, o coordenador do evento e professor do curso de Geografia do campus. 

Confira as fotos!

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Fotos e texto: Heliese Pereira.
Ascom/IFSULDEMINAS - Campus Poços de Caldas
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26/06/2017, às 13:01