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Capitalismo: mesa redonda

 Campus realiza mesa redonda sobre O capitalismo e o Brasil Contemporâneo

Assista trechos da mesa redonda!

IMG_3085O Grupo de Estudos sobre Marxismo (GEMARX-IF) do Campus Poços de Caldas, realizou no dia 14 de junho, a mesa redonda "O Capitalismo e o Brasil Contemporâneo", com o objetivo de discutir o atual estágio do capitalismo e a "Nova Direita" no Brasil, tendo em vista as relações entre Estado e Sociedade civil, analisando as formas de organização e articulação político-ideológica da burguesia brasileira e sua relação no capital mundializado. Compuseram a mesa o doutor em História Contemporânea (UFF) e professor do Campus Poços de Caldas, Flávio Henrique Calheiros Casimiro; pelo professor da Universidade Federal Fluminense – Instituto de Educação de Angra dos Reis, Demian Bezerra de Melo e pela pesquisadora e doutoranda em História Contemporânea (UFF), Rejane Carolina Hoeveler.

De acordo com o palestrante e um dos organizadores do evento, Flávio, o movimento neoliberal é um movimento ideológico com papel fundamental de construir através das organizações mecanismos para financiar, articular e viabilizar a economia brasileira. “A privatização das instituições é uma forma de levar ao setor público o modelo de gestão das empresas privadas, no qual o pensamento é privatizar a maneira de atuar para gerir por interesses privados. Um exemplo claro é a agenda neoliberal, um retrocesso para o país, com o objetivo de formar novos defensores da política neoliberal, onde novos valores estão sendo construídos.”

Rejane enfatizou, “que não há uma separação entre o estado, as instituições estatais e a sociedade civil, ao contrário, todas as formas de organização de interesses da sociedade civil estão no estado e vice-versa, o estado maneja para favorecer determinados tipos de associação na sociedade civil, a própria regulação recente das ONGs, favorece isso, aparelhos empresariais que são isentos de impostos, e através disto organizam a dominação de classe.” Para entender melhor a relação entre estado, instituições estatais e a sociedade civil a palestrante apresentou a obra de Gramsci, na qual propaga o conceito de aparelho privado de hegemonia exercido pela imprensa como órgão de opinião pública e o estado como aparelho governamental coercitivo. “Gramsci diz o seguinte: tem uma forma de entender o capitalismo do ponto de vista dos empresários que não é meramente lucro pelo lucro, temos que ter uma visão mais ampla, inclusive do nosso papel, essa passagem lembra o perfil desses empresários que investem nas ONGs filantrópicas, que perpassa pela questão de imagem pública, é quase uma questão diplomática, a ideia da responsabilidade empresarial”, afirmou Rejane.

Para Demian, um ponto fundamental na discussão é focar no entendimento do pensamento da nova direita, porque chama nova direita tendo ideias centenárias, tentar entender quais são as novidades, em uma duração mais longa, do início do capitalismo. “Se pudéssemos fazer um resumo do que são os alicerces básicos do pensamento liberal citamos três ideias: a ideia de direitos humanos, onde é comum na nova direita uma crítica aos direitos humanos como se fosse algo de esquerdista, mas a noção de direitos humanos está baseada na ideia tipicamente burguesa da igualdade natural do seres humanos que possibilitam formar uma sociedade igualitária. A outra é o constitucionalismo, ou seja, a ideia do poder político de estar submetido a uma lei, como resultado do contrato desses indivíduos que formam a sociedade, a fonte de legitimidade do poder político vem desse contrato entre os seres humanos iguais. E por fim o livre mercado”, mencionou Demian.

Confira as fotos!

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Fotos e texto: Heliese Pereira
Ascom/IFSULDEMINAS - Campus Poços de Caldas
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05/07/2017, às 16:27