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Café com Poesia

 Leitura de textos, dança, música e palestras para representar o feminino, assim foi o Café com Poesia!

IMG_8296-001Sim, a mulher pode ser o que ela quiser! O empoderamento feminino foi destaque nos discursos dos participantes do Café com Poesia, sob o tema Mulher e Literatura, realizado em 17 de outubro, no IFSULDEMINAS – Campus Poços de Caldas. O evento foi idealizado e organizado pela professora Willianice Maia, cujos objetivos foram sensibilizar os estudantes sobre a representação da mulher na sociedade e na literatura e proporcionar meios favoráveis para que eles pudessem despertar o gosto pela leitura.

Foi um dia destinado à fruição dos estudantes, com leituras prazerosas como romances, poesias, contos, dentre outros gêneros. Nesta edição abordou-se sobre a representação do feminino na literatura. Diante da temática proposta os estudantes, foram produzidos trabalhos riquíssimos tanto em conteúdo, quanto em análise crítica sobre a mulher no realismo, como Machado de Assis retratou a mulher na história, até temas bem atuais, tais como: as mulheres na comunidade LGBT, feminismo e mulheres cientistas no Brasil.IMG_8369-001

Entre uma exposição de trabalho e outra, os estudantes fizeram apresentações culturais com danças, músicas e exposição de textos produzidos por eles próprios e também ocorreu a divulgação do Poço Literário, o projeto que foi desenvolvido com a construção de um poço artesanal feito de pneus de carro e restos de madeira, onde se coloca diariamente todo gênero e tipologia textual literária.

Para enriquecer o evento, servidoras organizaram atividades no mesmo viés. A psicóloga do campus, Josirene Barbosa trouxe a palestra “Mulher, corpo e subjetividade: representações da mulher ao longo do tempo”. A subjetividade segundo Josirene trata-se do sujeito que é submetido a algo, ou seja, “modos de ser que vivenciamos no dia a dia. Dentro da perspectiva histórico-cultural foi o outro que determinou o que a mulher seria, durante milênios fomos colocadas no mundo.” O corpo refere-se aos vários corpos que assumimos ao longo da história moldados de forma impositiva, “o corpo dobra e se desdobra, sendo assim o sujeito segue a mesma lógica, por isso a mulher deve trilhar o seu caminho, saber o que somos hoje e poderemos ser amanhã, e mais relevante do que saber quem você quer ser é saber o que não queremos ser”, afirmou Josirene.

IMG_8335-001Os estudantes assistiram ao documentário “Virou o jogo, a história de pintadas”, o filme mostra como algumas mulheres se organizaram para vencer o machismo, mudando hábitos e jogando bola. Logo após, participaram de um debate conduzido pelas professoras Joyce Gotlib e Sylvana Almeida, e a psicóloga, Josirene Barbosa. O que mais impressionou Joyce no filme foi a quebra de paradigmas quanto a ideia formada do Nordeste: de um lugar onde estão concentrados homens machistas e mulheres burras. “O filme mostra justamente a mulher como protagonista, que quebra tabus, fala de sexo abertamente e joga futebol”, reconheceu Joyce. Josirene identificou duas representações do feminismo, uma quando a mulher tem uma relação com espelho não somente preocupada com a beleza física e a outra representação seria a conquista do espaço público. Para ela, o espelho no documentário “reflete a alma, o olhar da mulher para si mesma, e a partir do momento que a mulher vai jogar futebol, andar de moto, tocar um instrumento ao lado do homem, ocorre a igualdade de gêneros e ela conquista a liberdade de falar e se nomear, eu sou, a mulher passa a ser alma.” E para finalizar o debate, Sylvana destacou a importância do empoderamento feminino: “a mulher deve se enxergar capaz, descobrir seu potencial, desdobrar, encampar novas formas de vivência de mundo para se impor na sociedade machista em que vivemos.”

A Dra. Margarete Edul Prado, professora na Universidade Federal do Acre abordou em sua palestra o feminismo na Amazônia e mulher na literatura.IMG_8394-001

A educadora ambiental, Lilian Fernandes encerrou o evento com a conferência “Xamanismo e resgate de práticas de reconexão com a natureza e a importância da valorização do Sagrado Feminino” e uma emocionante apresentação musical. As práticas xamânicas estão profundamente ligadas ao que é denominado sagrado feminino pelo respeito à natureza, seus ciclos e seus ensinamentos, o xamanismo é profundamente reverente ao feminino. “Através das práticas xamânicas é possível acessar outras formas de conhecer a realidade e interagir com ela, resgatando a capacidade humana de sentir, comunicar harmonizar com seu meio ambiente”, explicou Lilian.

IMG_8266-001Willianice gostou muito do resultado por ser o primeiro evento neste formato, e destacou o envolvimento dos estudantes e a apresentação de excelentes trabalhos, este tipo de evento é de extrema importância para despertar o interesse dos alunos e comunidade para a leitura e análise de mundo, "o tema desse ano tratou a representatividade da mulher na história e literatura e foi uma forma de sensibilizar o alunado às questões da mulher. Esse projeto será anual abordando várias temáticas desse viés que estimule o pensamento crítico dos nossos alunos", esclareceu a professora. 

 

 

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Texto e fotos: Heliese Pereira
Ascom/IFSULDEMINAS - Campus Poços de Caldas
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02/11/2017, às 11:49